Páginas

Pesquisar no blog

Traduza

domingo, 11 de novembro de 2012

Os lobos


        Bom galera,como amo os lobos e nunca postei nada sobre eles aqui,resolvi pegar algumas coisas da net sobre eles e colocar aqui.Confiram...


       O lobo (Canis lupus) é um mamífero selvagem, pertencente à família dos canídeos, gênero Canis, considerado o ancestral comum a todas as espécies de cães conhecidos.
       Seu habitat original compreendia tundras, florestas, campos, estepes e desertos de quase toda a Eurásia e América do Norte ao norte do paralelo 15°, exceto no leste e sudeste da América do Norte, ocupado por espécies ligeiramente diferentes, Canis lycaon e Canis rufus.
       Nomes em outras línguas: wolf (inglês, holandês e alemão), lupo (italiano), otso(basco), llop (catalão), faol ou mactíre (irlandês), volk (russo), wilki (polonês), tha’lab(árabe), ze’ev (hebraico), vrka (sânscrito), gorg (persa), susi (finlandês), okami(japonês), láng (mandarim), lykos (grego), lupus (latim), cuetlachtli (nahuatl).
     O lobo no mito e folclore:
O    lobo é mais freqüentemente um símbolo de crueldade, rapacidade e cobiça. O Lobo Mau que come criancinhas (como Chapeuzinho Vermelho) é um dos bichos-papões mais comuns no folclore europeu, pois os lobos eram uma ameaça comum aos rebanhos (e a principal razão pela qual os homens criavam cães pastores e recolhiam o gado à noite) e lobos hidrófobos ocasionalmente atacam pessoas. Na Grécia antiga, as crianças mal-comportadas eram ameaçadas com a loba de Mormoliceu, ama-de-leite de Aqueronte.


       O mais famoso dos "lobos do mal" é  Fenris  ou  Fenrirque na mitologia nórdica é filho de Loki. Temido pelos deuses de Asgard, foi amarrado com a inquebrável corda Gleipnir pelo deus Tyr, que com isso perdeu a mão que havia colocado entre suas mandíbulas para enganá-lo. No fim do mundo, Fenris se soltará e matará o deus supremo Odin. Os dois filhos de Fenrir, Hati e Sköll, que perseguiam os deuses solar (Sunna) e lunar (Mani), conseguem alcançá-los e devorá-los.
       Também é forte a associação do lobo com a magia: segundo as crenças medievais, feiticeiros transformavam-se em lobos para ir ao Sabá e feiticeiras usavam ligas de pele de lobo. Na Espanha, lobos serviam de montaria a feiticeiros. A lenda do lobisomem e de lobos possuídos por demônios também assombravam as mentes dos europeus.
       O lobo (e mais ainda a loba) também pode ser símbolo de libertinagem. Em Roma, lupa (loba) era sinônimo de prostituta (daí lupanar, sinônimo de bordel).
       Na China, a estrela Sírius (estrela do Cão para os ocidentais) é conhecida como "O Lobo Celestial". Os 50 dias a partir do momento em que essa estrela começa a se tornar visível no Hemisfério Norte (entre julho e agosto), são conhecidos na Europa como canícula ou, em inglês, dog days, porque é a época de maior calor, durante os quais a hidrofobia ataca cães e lobos com maior freqüência.
       Por outro lado, o Lobo também é um símbolo de bravura e heroísmo. Na Grécia, o lobo era consagrado a Apolo, nesse papel chamado Lykios (lupino) e o deus Hades se vestia com uma capa de pele de lobo. Zeus também tinha uma forma lupina (Lykaios). O ancestral mítico de Gengis Khan era um lobo cinzento e as tribos turcas freqüentemente carregavam uma cabeça de lobo em seu estandarte. Um provérbio chinês diz que “é melhor matar dez tigres que um lobo”, pois os tigres são solitários, mas a alcatéia pode vingar um dos seus.
       Nos países bálticos, existiu a crença em lobisomens benevolentes. Tais “lobisomens” eram homens reais que nasciam empelicados (envolvidos em sua membrana amniótica) o que, segundo a crença popular, os predestinava a esse papel. Em transe, viam-se como lobos a descer aos infernos e enfrentar demônios, bruxos e bruxas pelo bem de sua comunidade, nas noites de Santa Lúcia (13 de dezembro), Pentecostes (domingo sete semanas depois da Páscoa, geralmente em maio) e São João (24 de junho), para trazer de volta o gado, os cereais e os frutos da terra roubados pelos espíritos do mal e garantir um ano de fartura.
       Vários povos têm lendas sobre lobos que adotam e criam crianças pequenas que foram perdidas ou abandonadas. Além da lenda romana de Rômulo e Remo, há no norte da China um conto popular a respeito de uma criança criada por um lobo, que depois de crescido procurou os conselhos do pai adotivo.

      O animal real: 

       Para distingui-los dos “lobos vermelhos” do Sudeste dos EUA, os estadunidenses costumam chamar os animais da espécie Canis lupus de gray wolves, “lobos cinzentos” mas "o adjetivo pouco apropriado e dá margem a mal-entendidos. A coloração dos lobos "cinzentos" é bem variável – do branco ao preto, passando por vários tons de cinza e pardo e padrões mesclados característicos de certas subespécies.
       O pescoço costuma ser coberto por uma “juba”, geralmente de cor mais escura que o restante da pelagem e a barriga tende a ser mais clara.

      Dimensões médias :

       O maior lobo já medido cientificamente pertencia a subespécie das Montanhas Rochosas e pesava 79 kg. As dimensões médias de lobos adultos são as seguintes:
       Regiões frias: machos, 1,35 m de comprimento (mais 50 cm de cauda), fêmeas, 1,30 m (mais 50 cm de cauda). Altura, cerca de 80 cm. Massa: machos, 47 kg, fêmeas 36 kg.
       Regiões temperadas: machos 1,25 m (mais 45 cm de cauda), fêmeas 1,20 m (mais 45 cm de cauda). Altura, cerca de 76 cm. Massa: machos 38 kg, fêmeas 32 kg.
       Regiões mediterrâneas, tropicais e subtropicais: machos, 1,20 m (mais 40 cm de cauda), fêmeas 1,15 m (mais 40 cm de cauda). Altura, cerca de 72 cm.Massa: machos 32 kg, fêmeas 25 kg. Deserto árabe: machos 1,05 m (mais 35 cm de cauda), fêmeas 1,00 m (mais 35 cm de cauda). Altura, cerca de 66 cm. Massa: machos 22 kg, fêmeas 16 kg .

      Comportamento: 

       Lobos podem caçar pequenas presas (lebres etc.) individualmente ou caçar grandes presas (até dez vezes o seu peso) em alcatéias, cujo tamanho varia, conforme a disponibilidade de alimento, de dois a 36 indivíduos (média 6-7) e que podem sustentar a caçada por várias horas, até cansar a vítima. Há também lobos solitários (cerca de 10% da população), que geralmente se limitam a pequenas presas.
       As alcatéias são hierarquizadas: os líderes mais agressivos, chamados de macho e fêmea alfas, a liderem e são seguidos pelos betas, que tomam seu lugar caso um deles seja morto. O animal no fim da escala é chamado ômega. Comunicam-se com linguagem corporal, expressões faciais e sinais olfativos. Cada membro da alcatéia sabe seu lugar na hierarquia, mas alfas velhos ou doentes podem ser desafiados pelos “betas”.
       Lobos localizam as presas pelo olfato (podem cheirar caça a até 2,4 km) ou por acaso. Os lobos costumam devorar toda a carcaça, incluindo parte do pelo e dos ossos. Um lobo pode consumir 10 kg de carne de uma só vez, mas o consumo médio (para um lobo grande) é de 3 kg por dia. São predadores oportunistas, que podem comer praticamente qualquer tipo de carne razoavelmente fresca.
       Geralmente movimentam-se à noite, durante a qual podem cobrir grandes distâncias (até 200 km). Seu passo normal, que podem sustentar por horas, tem velocidade de 9 km/h (2,5 m/s), mas podem correr por distâncias curtas a velocidades de 45 km/h a 55 km/h (13 m/s a 15 m/s). Em regiões frias e temperadas, costumam ser sedentários na primavera e verão, quando se reúnem em torno de covis para procriar e amamentar os filhotes, tornando-se nômades no outono e inverno. O território de uma alcatéia pode ter desde 130 km² a 13.000 km², conforme o seu tamanho e a disponibilidade de alimento. O covil pode ser uma fenda entre rochas, uma árvore oca ou uma escavação subterrânea, com túneis de 2 a 4 metros levando à câmara principal.
       Lobos podem choramingar, gemer, rosnar e latir, mas sua vocalização mais característica é o uivo. Podem uivar porque estão contentes, para chamar a alcatéia, para intimidar possíveis intrusos ou para reforçar a coesão da alcatéia. Uivam mais freqüentemente quando têm algo a proteger, como uma grande presa recém-abatida ou os limites de seu território. O uivo pode ser ouvido a 5 a 10 km de distância (até 16 km nas tundras e pradarias). As alcatéias costumam ser hostis entre si e, às vezes, se digladiam em pequenas guerras.


       Lobos podem ser domesticados até certo ponto, mas apenas se forem criados desde filhotes e receberem atenção contínua – nesse caso, o lobo assume que seu “dono” é o “alfa” de sua alcatéia e se comporta de acordo com isso. Por isso, continuará a ser hostil a humanos estranhos, mas mau cão de guarda – seu instinto o leva a latir ou uivar uma só vez quando aparece um estranho e em seguida aguardar que o “alfa” humano tome a iniciativa.
       Em geral, os lobos evitam os rebanhos e preferem caçar animais selvagens, mas alguns “lobos-problema” especializam-se em atacar animais domésticos, principalmente ovelhas. Com freqüência, são animais velhos ou mutilados, sem condições de correr atrás de presas mais ágeis ou mestiços (cães-lobos e coiotes-lobos) mal adaptados.
       Lobos também atacam, com freqüência, cães que invadam seus domínios. Mas ataques a humanos são muito raros, salvo por parte de animais hidrófobos (o que é incomum em regiões frias). As exceções geralmente se dão em tempos de penúria, durante invernos particularmente rigorosos e geralmente se limitam a humanos indefesos, inconscientes ou moribundos. Também é possível que lobos ataquem caçadores ou andarilhos que mexam com suas presas recém-abatidas. Lobos domesticados ou mantidos em zoológicos, familiarizados com humanos, também têm maior propensão a atacar estranhos, se forem incomodados.

      Distribuição: 

       Originalmente, a espécie era encontrada em quase toda a Eurásia, América do Norte, Egito e Líbia, exceto as pontas meridionais da Índia, Malásia e Indochina e o sul e as costas do México.
       Atualmente, está quase extinto nos EUA, México, Europa Ocidental e China oriental, salvo reservas isoladas. Está totalmente extinto no Japão, sul da China e sudeste Asiático. As maiores populações remanescentes são encontradas na Rússia (cerca de 70 mil), Canadá (cerca de 60 mil) e Mongólia (30 mil).
       Os lobos chegaram a ser classificados em 39 subespécies (raças naturais) conforme as pelagens e proporções corporais, das quais 24 na América do Norte (incluindo 5 extintas) e 15 na Eurásia.
       Atualmente, porém, reconhecem-se apenas 4 subespécies de lobos verdadeiros na América do Norte e 9 na Eurásia (incluindo uma extinta, que viveu no Japão). A subespécie do chacal que habita o Egito e a Líbia (Canis aureus lupaster), o extinto lobo anão do Japão (Canis hodophilax) e o lobo do leste da América do Norte (Canis lycaon) às vezes também são considerados subespécies do Canis lupus.
       Modernamente, o cão doméstico também é considerado uma subespécie do lobo (Canis lupus familiaris), bem como duas raças de cães domésticos que retornaram à vida selvagem: o dingo da Austrália (Canis lupus dingo) e o cão cantor da Nova Guiné (Canis lupus hallstromi).
       Fontes:Fantastipedia.
       Bem,acho que já disse muito sobre lobos por hoje,vou ficando por aqui galera,esperem a parte 2 de sombras e luz,logo vou posta-la,fiquem ligados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é o incentivo ao trabalho do autor,quanto mais comentar,mais nosso trabalho melhorará!

Loading...